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O Conselho Nacional de Educação (CNE)
estabeleceu, em resolução publicada nesta
quarta-feira (14/09) no Diário Oficial da
União, as diretrizes curriculares nacionais
gerais para a educação básica, que servem
como uma referência para os governos
federal, estaduais e municipais. De acordo
com a relatora do texto, Clélia Brandão, que
é membro da Câmara da Educação Básica do
conselho, e professora da Pontifícia
Universidade Católica (PUC) de Goiás, a
grande orientação do texto é que a educação
básica, que engloba a educação infantil, o
ensino fundamental e o médio, seja vista
como um conjunto. “Não dá mais para pensar o
ensino por etapas, mas de forma articulada,
orgânica”, disse. O texto das diretrizes
fala em "conjunto orgânico, sequencial e
articulado das etapas e modalidades da
Educação Básica".
O texto destaca também a importância da
“qualidade social” da educação, que, segundo
Clélia, é a capacidade de universalizar o
acesso e promover a permanência do estudante
e a conclusão dos estudos com um aprendizado
real. “Esse é o grande desafio atual da
educação”, afirmou. De acordo com as
diretrizes, as escolas devem destinar 20% do
total de 200 dias letivos com 800 horas de
aula ao desenvolvimento de projetos
interdisciplinares com os alunos. “É uma
possibilidade de trazer novos temas às
aulas, de inserir novas discussões”, disse
Clélia. |